sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Conte a história de sua ONG e ganhe a atenção do público


Storytelling : novo conceito de marketing busca encantar o consumidor pela história da marca ou do produto

O processo de Storytelling pode ser resumido em sete etapas: ouvir, aprender, descobrir, explorar, criar, comunicar e encantar.

O processo de Storytelling pode ser resumido em sete etapas: ouvir, aprender, descobrir, explorar, criar, comunicar e encantar. Esse novo conceito de marketing foi introduzido no Brasil pela JourneyCom, agência de publicidade em São Paulo.


“Conheci o Storytelling pela observação das tendências internacionais e a partir da influência de dois autores: Rolf Jensen, na obra The Dream Society, ainda inédita no Brasil e Martin Lindstrom, com seu livro Brand Sense, recentemente publicado por aqui”, afirma Mauro Pereira-de-Mello, diretor da JourneyCom. Segundo ele, o novo conceito não significa que toda a peça tenha que contar a história do cliente. Parta ele, o Storytelling é um processo que começa muito antes da criação da peça publicitária.


O preâmbulo de Storytelling obedece a algumas fases. Primeiro, a sabedoria de saber ouvir o cliente e outros eventuais atores do processo. Depois passa-se a aprender sobre o negócio e descobrir a sua história (ou outras histórias a serem contadas). O próximo passo é explorar essas histórias, suas variações e implicações para criar conceitos, campanhas e peças que possam encantar o consumidor final.


Para Pereira-de-Melo, o fundamental é que a história seja verdadeira para que o consumidor – seja ele um público interno, o público em geral, ou corporativo – se identifique com a marca ou produto. “Este processo, muitas vezes, implica em uma espécie de auto-análise do cliente. Ele e seus colaboradores devem se reconhecer na história que será contada ao público. A partir daí, qualquer ação que criarmos deve estar impregnada desta história. Pode ser um anúncio ou até mesmo imagens que reflitam um novo estado de espírito”, reforça o publicitário.


Case de sucesso


Um dos exemplos de aplicação do Storytelling no Brasil é a empresa Athenna Health Management. Antes da aplicação do conceito pela JourneyCom chamava-se Athenna Saúde e contava com diversos concorrentes mais fortes. A partir deste ponto, iniciou-se um processo de aprendizado conjunto e descobriu-se que a empresa tinha um posicionamento muito forte, amparado na crença de um tratamento mais humanitário, com serviços que ultrapassavam o home care.


Com a análise do mercado internacional, cunhou-se uma nova identidade corporativa, que passou a abrigar todos os serviços sob o guarda-chuva Health Management. Deste modo, a empresa passou a ter três divisões: Athenna Homecare, Athenna Audit e Athenna Special Services. “A partir daí, iniciamos um programa de comunicação business-to-business enfatizando a capacitação e o posicionamento da marca como uma empresa de management, sem perder de vista que, a saúde, acima de tudo, é uma questão humana. Com a mudança estratégica, a empresa expandiu e já conta com várias unidades pelo país.


“Para o Storytelling dar certo é preciso descobrir a história única, real, exclusiva. Podem até copiar sua marca, seus produtos, mas ninguém conseguirá clonar a sua história. O que é ainda mais intrigante é como este processo também se aplica a corporações, em um mercado que deveria ser regido pela frieza dos negócios. As corporações, no entanto, são feitas de pessoas, com medos, aflições, cobranças e pressões nada frias. Nessas horas, um posicionamento sólido, uma marca com uma história para contar, que levem à conquista da confiança do gestor do cliente, podem fazer a diferença”, conclui Pereira-de-Mello.

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